Capitulo 1 - Despedida para um começo
1º Queria agradecer pela ajuda da Bruna B. que ajudou a fazer pesquisa e pelo nome da vilã e a Daay B. que deu nome ao herói dessa historia e sua critica ao ser a primeira a ler sempre.
2º Eu patenteei a ideia e os capítulos em cartório, pro engraçadinho que tenta copiar pode ter certeza que não irá muito longe com o plágio. Coloca a Autoria que fica tudo certo ^^
Foi ali que ela se despediu, ali que ela me disse “Adeus”. Já tive despedidas melhores, já chorei por pessoas irem embora, mas dessa vez não, finge que era forte, olhei pra cima, pros lados, pra qualquer outro lugar que não fosse o rosto dela, porque se olhasse a expressão daqueles olhos, não iria agüentar e a barreira que fiz em meus olhos iria se rompe, fazendo que rios de água salgada descessem pelo meu rosto.
Na mesma noite tive um sonho, me vejo com uma camisa laranja, calça jeans e tênis, colocando coisas numa mochila com um único pensamento: Irei atrás dela! Na minha cintura um cinto com uma bainha que carregava uma espada e perto da minha mochila também se encontrava um arco e com uma alvejada cheia. Fiquei me perguntando pra que usaria essas coisas, mas por precaução decidir levar. Colocando a mochila e a alvejada nas costas reparei o lugar que estava, uma sala feita de barro e pedras empilhadas, no cômodo tinha apenas um tapete com uma mesa de madeira no centro e alguns vasos em um dos cantos, estava um pouco escuro mas sabia que era dia por a luz do sol passar através do teto de palha e por alguns pequenos respiradouros. Abri a porta feita de bambu e me deparei com um cenário de filme, varias casas feitas de barro e atrás delas milhares de dunas de areia, pessoas com vestimentas não muito antigas mas apropriadas para o deserto, capas e turbantes para proteger das tempestades de areia. Tive uma conversa com um senhor que se encontrava sentado em uma cadeira de balanço na frente de uma porta aproveitando a brisa da manha - pela posição do sol parecia antes das 08 horas, não tinha noção de como sabia, mas tinha certeza que aquela era a hora certa -
- Onde nos estamos?
- Em algum lugar no Deserto do Saara, perto de Sudão.
- Como vim parar aqui? E se estou na África como você fala minha língua?
- Sua língua? Meu rapaz, estamos falando em árabe. E eu nunca te vi por aqui, de onde você é? Quem é você?
Correu uma eletricidade no meu corpo, milhares de perguntas começaram a vir na minha cabeça, precisava descobri como cheguei ali e porque só tinha a convicção que precisava encontrar uma pessoa, porque tinha o nome e o rosto dela estavam tão evidente em minha mente.
- Onde posso encontrar respostas?
- Viaje para norte garoto, em dois dias atravessando essas dunas você encontrará Alexandria, tem uma biblioteca famosa e tem um Porto também, perguntas e respostas costumam atravessar os mares.
- Obrigado, tem algum lugar onde posa alugar um carro aqui?
- Carro? O que seria isso?
Preferi deixar pra explicar em outra oportunidade, teria que ir a pé de qualquer maneira já que não encontrei nenhum ponto de taxi ou mesmo alguma rodoviária.
Andar de dia com um sol de 52ºC não é nada bom, andar a noite com 05ºC também não é nada fácil. No primeiro dia foi tranquilo, encontrei uma bússola na mochila, com ela apontando para norte, ainda tinha outra certeza que me fazia caminhar daquela direção. A noite foi complicado, montei uma barraca improvisada, parecia que já tinha feito aquilo varias vezes, só que não me lembrava, ventava muito fazendo com que a barraca balançasse bastante. Segundo dia caminhando e meu cantil de água acabando, já imaginaria que a noite não teria mas o que beber. Nessa noite foi a mais importante para que eu continuasse minha jornada, uma voz me chamou para fora da barraca, quando sai com a espada em minha mão vi alguém de branco de mais ou menos 2 metros, os pés dele não tocavam o chão e disse:
- Calma-Te, sou apenas um mensageiro, vim dizer que o Senhor é contigo e ajudará achar quem procuras e assim poderá descansar tua alma, encontraras paz e serás feliz ao lado daquela que resgatarás.
E com um clarão ele desapareceu, deixando apenas uma bolsa com um cantil cheio d’água e um cartão de visitas - Labib Adel, bibliotecário - de quem precisava encontrar.
Na manha seguinte avistei de longe os muros de Alexandria, deveriam ter uns 300 metros, chegando mais perto vi grandes portões abertos com diversas barracas fora dos muros vendendo qualquer produto, de animais até jóias com pedras preciosas, enquanto entrava vi os guardas que me olhavam estranho, ele vestiam armaduras de batalha com cor de ouro com vestimentas por debaixo vermelhas pareciam relembrar os velhos tempos, lanças e escudo em mãos com espadas em suas bainhas, a julgar por suas expressões, eles deveriam querer saber o que um garoto como eu estaria fazendo com uma espada e um arco, mas não dei motivos para me abordar deixando que passasse tranqüilamente. Perguntei para um dos feirantes onde encontraria a Biblioteca de Alexandria, ele me informou o caminho perfeitamente onde pude avistar um enorme edifício todo espelhado com uma forma oval. Entrando eu perguntei pra uma balconista onde podia encontrar Labib Adel, ela me diz que ele estaria traduzindo alguns rolos ou pergaminhos na sessão persa. A biblioteca era gigante, tinha centenas de prateleiras com as mais diversas obras todas traduzidas em varias línguas, chegando na sessão persa avistei um senhor com cabelos grisalhos e uma barba tão comprida que atrapalha-o ao escrever, pergunte-lhe: - O senhor é Labib Adel? - Sou eu sim, quem gostaria? E antes que eu pudesse dizer meu nome, ele virou e ao olhar em minha direção, se levantou rapidamente da cadeira, me abraçou e disse:
- Você está aqui! Ele disse que você viria!
- Ele quem?
- Deus! Deus me mostrou em um sonho, já pesquisei tudo que você precisa saber. Ele me mostrou você no deserto, disse que me procuraria e que precisaria ajuda-lo. Vamos, vamos! Levarei você para tomar um café. Realmente tinha chegado na cidade e não tinha se quer comido um pão. Ele juntou alguns papeis, colocou em sua bolsa e me arrastou para a lanchonete mais próxima.
Labib Adel me contou algumas de suas experiências e como chegou a ser tradutor de uma do que já foi a maior biblioteca do mundo e ele disse:
- Mas se não veio aqui pra ouvir eu falando sobre mim, se veio aqui por causa de sua busca.
- Busca? Tudo que sei é que preciso encontrar uma pessoa, uma pessoa muito especial e que Deus está comigo.
- Sim, estou aqui pra tirar todas as suas duvidas. Muito tempo atrás, o Senhor testava seus filhos de uma maneira bem diferente do que hoje em dia. Naquele tempo como está escrito na bíblia que eles deveriam passar por ”Lutas e provações”, eram levadas bem a serio essas palavras, eles batalhavam com povos vizinhos para se ter maior poder, riquezas e aumenta suas terras, algumas das provações eram doenças incuráveis, sede e fome. Hoje em dia em alguns lugares são mais algumas situações familiares, financeiras ou espirituais. Nos tempos antigos pra se ter uma esposa também se era provado, se tinha que busca-la em outra cidade, conquistar os pais da moça e construir ou continuar o status de sua família, batalhando, caçando, ou seja, demonstrando força ou coragem. Deus tem um plano na vida de cada um, ele já lhe deu sua esposa, agora vai lá e resgate-a!
- Mas como? Eu nem sei onde ela está, não sei o porque da espada e do arco e não me lembro de nada antes de acordar no deserto. - Você não se lembrar deve ter sido por causa de suas experiências passadas, talvez com você as esquecendo pode ter mais convicção de que vale a pena o que vai enfrenta por ela. A espada e o arco diz que você enfrentará mais do que situações do dia-a-dia de uma pessoa normal, nem todas lendas ou contos diziam mentiras e eu sei onde ela está, não exatamente, mas em meu sonho ela estava presa em uma fortaleza e um lugar bastante frio.
- Lugar frio? Um dos Pólos? Rússia? Canadá? Acima de alguma montanha?
- Não sei dizer, uma pessoa que pode lhe ajudar é Jeniffer Roth, ela já esteve por aqui, uma grande amiga minha, ela mora na França, escritora famosa, Deus dá visões e sonhos incríveis para ela, já deve saber de tudo que está acontecendo.
- Mas porque eu? Porque tudo isso?
- É o plano de Deus, em cada vida Ele tem um plano diferente, podem ter pontos iguais, mas nunca serão as mesmas pessoas, situações ou desafios. Com você posa ser diferente por exigir ser diferente para se tornar real. - Alguém já posa ter passado por algo assim como eu? Será que consigo encontrar alguém…
- Nunca vi relatos sobre essas coisas acontecer, apenas nos pergaminhos, até porque não deve ser boa coisa sair por ai com uma espada dizendo que está a procura de alguém, será chamado de louco e podendo até ser preso.
- Verdade. Então próxima parada França. Sabe onde posa arranjar um veículo?
- Claro, fiquei com meu jeep, vá até o aeroporto de Cairo e parta para a Europa.
- Obrigado por tudo Labib Adel, você ajudou bastante.
- Agradeça a Deus, se não fosse por Ele nunca teríamos nos encontrado e quando resgatar a moça não esqueça de traze-la aqui, quero conhece-la pessoalmente. Adel tirou a chaves do bolso e me entregou, avisou que a cidade do Cairo não ficava muito longe, 221 km, levarei quase 2 horas, ele já tinha preparado o carro pra viagem, tanque cheio com mais 2 galões extras de gasolina. Me entregou o endereço de Jeniffer Roth, um celular e um envelope, pediu pra eu abrir apenas no aeroporto.
Nos despedimos, entrei no carro que estava em ótimas condições, passei por alguns semáforos e fui me guiando pelas placas que por sinal era uma surpresa saber lê-las perfeitamente - Você está saindo de Alexandria, vida longa ao império - no caminho fui pensando no que poderia acontecer, quem poderia enfrentar e como a salvaria de uma fortaleza, não importava, eu iria até o fim por ela, ela já é minha, tudo que preciso fazer é ir busca-la para ser feliz ao lado dela.
Capitulo 2 - A cidade mais Linda do mundo
Viagem tranqüila, rua de duas mãos limpa sem nenhum farol alto ligado, só o barulho do motor e o vento soprando ao entrar pela janela, estava a uma hora e meia na estrada quando vi um ponto escuro há frente, pensei que era um animal, camelo talvez, mas o ponto foi aumentando e aumentando…
Só não esperava ter que desviar de um escorpião de 6 metros de altura no meio da estrada, como eu sabia o tamanho dele no escuro? Não fazia a mínima idéia. Tive que virar pra esquerda bruscamente, ao passar colado pelo animal, as rodas de trás levantaram, como se tivesse passado por cima de algo, o carro cambaleou e acabou tombando para o lado. Pessoas normais estariam desmaiadas ou tivessem alguns ferimentos leves, mas eu estava apenas tonto e rapidamente consegui pegar a mochila, a alvejada e o arco e sair pela janela do passageiro. Assim que sai de cima do carro, o carro ficou em chamas, isso não me assustou, o que me assustou foi que com a claridade que as chamas faziam consegui ver perfeitamente aquele escorpião vindo em minha direção, negro com pinças do tamanho do meu corpo, duas patas da direita quebradas e com apenas 5 metros de distância de mim a cauda dele já produzia uma sombra que cobria meu corpo por completo. Tudo que pensei e consegui fazer no momento foi largar a mochila junto com o arco e a alvejada no chão e desembainhar a espada e olha diretamente pros olhos do escorpião, ele fez um gesto como se estivesse sentindo cheiro de algo e falou com a voz roca e sibilante:
- Olha o que temos aqui, um Filho poderoso com a benção DEle ainda, hoje é meu dia de sorte.
- Você… Você fala?
- Tanto falo quanto assombro humanos por esse deserto e se forem fracos, eu os devoro!
- Mas… Mas quem é você?
Nesse momento o escorpião começou a se transformar e a ficar menor dentro de uma nuvem de areia que girava em volta dele. Quando a nuvem se desmanchou, estava de pé um humanoide, não sendo homem ou mulher, com a pele clara, seca e rajada, do meu tamanho com a mesma cauda de escorpião disse:
- Meu nome é Seca, você está pronto?
A areia começou a subir até a sua mão direita, os grãos foram ficando sólidos formando-se uma espada. Começo a caminhar em minha direção mancando e disse:
-Você me atropelou, agora vou fazer você mancar também.
Ela veio pra cima de mim com tanta fúria que tudo que consegui fiz foi rolar pro lado poucos milésimos de segundo antes que a espada cortasse minha cabeça, ela continuo me atacando mas conseguia rebater forte contra a espada dela que ao raspar saia faíscas, não tive muita sorte e umas dessas caiu em meus olhos, Seca se aproveitou e me deu um chute no peito, cai sentado na areia com Seca apontando a espada pro meu pescoço, ela parecia exausta, respirando forte pela boca como se não tivesse tomado água o dia todo.
- E agora Filho, o que você ira fazer?
Um trovão sacudiu o céu, um raio caiu entre eu e Seca, fazendo cada um voar 1 metro pra cada lado, quando levantei os olhos, alguém de tão branco que chegava a brilhar, com um par de asas maior que ele mesmo e com uma espada reluzente e transparente disse:
- Sai daqui, essa luta não é mais sua.
- Não, ele é meu! - Disse Seca.
Em menos de 1 segundo, Seca se transformou no escorpião e foi pra cima do anjo, ele se desvia da cauda que acerta a areia inúmeras vezes e corta uma das pinças do escorpião. O ar fica pesado e um grito com uma dupla voz ecoa no deserto, o anjo diz:
- Vá! Agora!
Coloquei a espada na bainha, peguei no chão meus utensílios e corri na direção que estava indo, para Cairo.
De longe já conseguia ver a cidade, estava cansado, estava escuro e frio, apertei o passo, não queria que outra coisa daquela acontecesse.
Chegando na cidade não foi muito difícil achar o aeroporto, os barulhos das turbinas se escutavam ao longe na madrugada. O ultimo vôo pra Paris saiu assim que cheguei, fazendo com o que eu dormisse em um dos bancos do saguão. Acordei já era meio dia, pessoas com olhares maldosos passavam por mim reparando em minhas roupas cheias de areia, eles deviam se perguntar: “De onde esse garoto veio? E pra que trouxe o deserto inteiro junto?”, como voo partiria as 2 horas, encontrei um banheiro onde pude me arrumar para fazer a compra do ticket, mas não tinha nenhum dinheiro, até que me lembrei do envelope que Adel me deu, abri-o e encontrei dinheiro suficiente para a compra do ticket e de um almoço. Por incrível que pareça minha espada não apitou no detector de metais e meu arco e alvejada parecia apenas aparelhos eletrônicos para os olhos dos guardas. Foram 4 horas de Cairo a Paris, as 4 horas mais constrangedoras que já tive, sentei-me entre uma idosa que não parava de falar sobre a Segunda Guerra Mundial e uma criança com Nintendo DS em alto e bom som.
Ao descer do avião certifiquei-me se ainda conseguia ouvir, respirei aliviado a ouvir outras conversas que não fossem uma historia de um americano estirado no chão pediu socorro ou um encanador dizendo: It’s me, Mário!”.
Surpreso fiquei ao ver um homem vestido com paletó, calça e sapato com uma plaquinha escrito meu nome, cheguei perto dele e disse:
- Sou eu.
- Senhorita Roth o espera, cavalheiro. - Ele disse.
Então abriu a porta e fez um gesto para mim entrar. A limusine era gigante, estava começando a gostar do passeio vendo Paris iluminada quando o motorista disse:
- Chegamos.
Paramos em frente a um edifício, todo vermelho com linhas brancas e douradas. Por dentro era ainda mais lindo com grandes lustres e quadros excepcionas. Passando pelo restaurante, uma mulher com um vestido azul escuro, cabelos pretos e compridos e um óculos com passos firmes veio em minha direção, ela parecia séria mas pareceu me reconhecer e disse:
- Samuel! Graças a Deus que você chegou a salvo.
- Jeniffer Roth?
- Sim! Sim! Vamos, sente aqui para jantarmos.
Ela tinha os olhos agitados, pareciam que estavam vendo mais que um lugar no mesmo instante enquanto olhava para mim mas estava focada como se nada desviasse sua atenção e disse:
- O que aconteceu? Eu acordei com Seca colocando a espada em seu pescoço, fiquei tão preocupada.
- Acho que um anjo me salvou, não fiquei pra ver qual foi o final, tive que correr até Cairo. Mas… Estamos falando em que língua? E como você sabe o que aconteceu no deserto?
- Francês. Adel não lhe conto sobre as visões e sonhos que tenho? É Deus que me dá e Ele te deu o dom da sabedoria, dominastes teu coração e terás todas as alegrias e riquezas da Terra. Como você acha que sabia montar a barraca? Ver a hora a partir da posição do sol? Ter noção de altura e de reflexos de batalha? Como sabia ler e falar em árabe? E agora em francês? Todos esses anos você foi adquirindo sabedoria e inteligência para esse momento e pros que ainda virão .
- Momento para resgatar uma pessoa? Sem lembrar muito do meu passado? Onde deveriam estar algumas lembranças está tudo preto, sei que estão ali mas não consigo ver.
- Você já passou por muita coisa Samuel, eu mesma vi coisas que fizeram você se arrepender de ter feito, pessoas que tiraram seu melhor, pessoas que deixaram um grande vazio em você, você gostaria de lembrar desses tempos? Aproveite a oportunidade para ir atrás daquele que o Senhor mesmo preparou para você, use o que aprendeu todos esses anos para que sua vitória seja garantida.
- É o que preciso fazer, preciso encontrar a fortaleza e tira-la de lá. Mas você é minha última pista, Adel só me disse que ela estaria em um lugar frio.
- Sim, ela está no …
Neste momento uma mulher com um vestido e salto alto vermelhos, de cabelos loiros e olhos azuis entrou no restaurante fazendo com que ficasse em trance, mas ainda consegui ouvi Sra. Roth dizendo:
- Não olhe para ela, tente ver a verdadeira forma daquela mulher, Samuel está me ouvindo?
Tarde demais, já estava em hipnotizado pela aquela moça, todos os homens a olhavam com a mesma expressão que a minha, mas eu fui o único a me levantar, involuntariamente, e ir falar com ela, segui ela pela escada do saguão que levava para cima, ele entro em um quarto e fez um gesto para segui-la, não tinha o controle sobre meu corpo, o desejo dele era mais forte que o meu.
Ao entrar no quarto, a porta se fechou atrás de mim e ao olhar, lá estava ela, mais linda de perto do que de longe, ela se aproximou, me analisou com os olhos e tocou no meu peito carinhosamente:
- Seca já esteve com você, pena que ela não é tão carinhosa quanto eu. Meu nome é Persuasão, mas pode me chamar de Perséfone, você me parece um Filho muito especial e essa noite você será meu.
Ela me empurrou e cai em cima de uma cama, enquanto caia ouvi uma voz: “Acorde Samuel! Resista! Fuja!”
Imediatamente me coloquei sentado ao pé da cama, Perséfone tentou me colocar deitado de novo, mas logo me levantei procurando minhas coisas, Perséfone percebeu o que estava acontecendo e disse:
- Não é possível, ninguém resiste ao meu charme, sou o próprio adultério, o ponto fraco de qualquer homem ou mulher.
- Acho que seu charme não funciona mais comigo, estou indo embora.
Ao terminar a frase, Perséfone começou a se transformar, já não se parecia mas como mulher ou como homem, era uma fumaça negra, cheia de brilho com sinueta feminina parecendo vestir um vestido preto com estampa do universo em tempo real, com estrelas e galáxias ao longe.
Ao virar para correr, ela já estava na frente da porta vindo em minha direção, fui dando passos para atrás até chegar a janela, olhei para fora e não havia nenhuma escada, do segundo andar vi apenas uma rua sem saída e um toldo vermelho, não queria pular, mas não foi o que aconteceu. Perséfone me empurrou pela janela e por sorte consegui agarrar o braço dela deixando nos dois surpresos, caindo atravessamos o toldo aliviando minha queda em um colchão velho do lado da lixeira que Perséfone entro. Estava tonto, mas conseguia caminhar em direção a avenida, Sra. Roth me esperava dentro de uma limusine fazendo um gesto para entrar no carro, ao olhar a expressão do rosto dela não deveria olhar pra trás, mas acabei olhando e vi vários homens ajudando Perséfone, em forma de mulher, a sair da lixeira e pegando algum pedaço de madeira ou ferro para fazer de arma, entrei no carro e o motorista não esperou Sra. Roth dar a ordem para pisar fundo no acelerador, deixando alguns homens e uma mulher em pé no meio da avenida olhando nossa fuga.
Olhei para Sra. Roth que parecia mais sorridente do que preocupada:
- Isso foi perigoso, você conseguiu fugir daquela mulher inflame, tentei te procurar depois que você saiu, peguei suas coisas e vim esperar no carro. Vou te levar ao aeroporto, você tem que viajar para o Canadá, Robson Provincial Park, em meu sonho você se encontrava com um índio.
- Com um índio? Ainda existem esses caras? Ainda mais no Canadá?
- Provavelmente sim, minhas visões não costumam estar erradas.
- Preciso de mais casacos urgente.
Capitulo 3 - Deserto em uma floresta
Na ida para aeroporto, paramos numa loja onde Sra. Roth fez questão de pagar meus novos casacos, camisetas, calças e sapatos. Estava pronto para pegar até uma tempestade, o que seria nada ao comparar o que passei até chegar ali.
No aeroporto Sra. Roth me acompanhou até um jato particular e eu perguntei:
- Você tem um jato particular?
- Suba logo, já avisei o motorista pra onde te levar, espero que nos dois tenhamos bons sonhos quando você partir.
- Obrigado, você não gostaria de ir comigo?
- Não, em meu sonho não estava com você e que seja assim.
Subindo pela escada dei uma ultima olha em Paris, talvez pudesse ser a ultima vez que veria aquela cidade maravilhosa.
A viagem demorou, consegui dormir um pouco o que me fez perder a mudança de clima e das nuvens de brancas para cinzas. O avião posou em um aeroporto improvisado, somente uma pista com arvores e mais arvores de ambos os lados. Uma caminhonete parou perto do jato, um cara com um chapéu de cowboy, jaleco de couro com símbolos de águia e urso, calça jeans e botas desceu e caminhou em minha direção, a expressão do rosto dele era forte, não demonstrava felicidade a me ver, fazendo com que eu apoiasse a mão no cabo da espada, ele perguntou:
- Você é Samuel?
- Sou… Sou eu sim.
- Entre no carro.
Fiquei meio confuso se deveria ir com ele ou não, mas não tinha nenhuma escolha, subimos na caminhonete e seguimos uma estrada em direção ao norte, ele ligou o radio para quebrar o silencio, mas a música não agradou muito, fazendo com que ele desligasse e dissesse:
- Você tem certeza do que está fazendo?
- Como assim? De ir resgatar uma pessoa? Acho que sim.
- Você é apenas um garoto, tem muito que aprender ainda. Precisa ter convicção do que quer para ter, sua certeza tem que ser além de um sonho, além de um desejo, se você não tiver certeza vai acabar sendo destruído por ele.
- Ele? Ele quem?
O cowboy se calou durante alguns quilômetros, começo a escurecer e ele disse:
- Vamos acampar ali, não podemos dirigir a noite.
Não quis ir contra ao que ele dizia, caminhamos para a floresta que ficava perto da estrada e fizemos um pequeno acampamento, montamos as barracas e ascendemos uma fogueira, quando nos sentamos disse:
- Eu não sei seu nome.
- Não disse. Meu nome é Jason.
- Você seria um índio? Porque você não se parece com os outros? Com nenhum deles.
- Sou sim descendente de índio, mas não dos que vivem em casas de palhas e usam tangas ou dos que andam de cavalos e usam arco e flecha.
- Como você veio parar aqui?
- Uma longa história. Já tive sua idade e já me apaixonei também. Ela era linda, tornamos grande amigos rapidamente, mas sabia que poderia ter bem mais do que só sua amizade, me declarei e tive o retorno esperado e começamos a namorar. Mas não fomos muito adiante, ela começou a mudar, já não fazia tanta questão de nos vermos, brigamos por coisas fúteis e um dia ela me disse “Não aguento mais, tenho medo de você, tenho medo do que posa acontecer se tiver com você.”, foi assim que vim parar aqui, estou atrás dele há tanto tempo, talvez eu o derrotando possa voltar com ela e sermos felizes viajaram toda a América Latina procurando, Quando tive um sonho que você estaria vindo para cá e iria ajudar em minha caçada, nunca senti estar tão perto como agora.
- Você está caçando alguém? Quem poderia fazer com que você voltasse com ela?
Esse momento um arbusto se mexeu, não tinha vento, era uma noite calma, fria e com o céu com poucas nuvens. Jason pegou meu arco e flecha, se levantou e disse:
- Ele está aqui! Esqueci minhas armas no carro, vou busca-las. Fique aqui até eu voltar e se ele aparecer grite!
- Mas…
Como um raio, Jason foi pra cima do arbusto, atirou algumas fechas na planta e depois correu em direção à estrada. Assim que ele sumiu entre as árvores, uma luz começou a brilhar no sentido contrario, era tão intensa que mal conseguia enxergar, até que vi uma garota no meio da luz, era a garota que estava procurando, me levantei rapidamente e fui em direção a ela. Quando me aproximava ela se afastava se escondendo por de trás das árvores e dando risada, meu coração se alegrou, mas algo me dizia que não era ela, queria só chegar um pouco mais perto para ter certeza, ela nunca estava no meu alcance, até que ela desapareceu de trás de uma rocha, tentei procura-la mais um pouco no local que ela sumiu, mas não encontrei nada, foi quando descobri que estava perdido.
Passando três dias tomando água de rios que encontrava e me alimentando de frutas que colhia das árvores, estava ali, mas uma noite perdido, tinha certeza pra onde era o norte e o sul, mas por onde tinha saído? Não me concentrei no caminho enquanto caminhava para descobrir se aquela garota fosse à mesma que estava procurando, caminhando por mais alguns metros ouço uma voz:
- Você veio me buscar, que corajoso.
- Onde você está? - respondi assustado.
- Bem aqui.
Quando olho para trás, lá estava ela, linda e encantadora, mas tinha ago errado.
- Não, você não é quem irei resgatar.
- Hmmm… Porque diz isso se sou eu mesma?
- Não, não é!
- Então é verdade o que diz por ai, você é um Filho muito especial.
Enquanto ela falava sobre as minhas aventuras no Egito e em Paris, ela entrava por de trás das árvores e quando ela sai estava transformada, parecia com Seca, depois como Perséfone, um urso, um homem de terno preto com uma foice. Até passar pela ultima arvore, preferia estar só de bermuda naquele frio do que ver aquela criatura, ele tinha corpo e cabeça de leão, as patas dele eram de bode e sua cauda, não era exatamente uma cauda normal, era uma naja com os olhos brilhantes sibilando para mim, e ele disse:
- Por que o espanto garoto se eu faço parte de você? Sou Medo e sua busca acabara aqui.
Ele deu um salto que se Jason acertar uma flecha bem no seu peito eu estaria pisoteado agora. Medo era assombroso, até que ficou pior quando começou a se dividir em dois, ele disse:
- Vocês não tem chance, serão consumidos por bem ou por mal.
Jason preparou já a espada, indicou com o olhar que iria atacar pela direita, fui me posicionando pela direita, Medo pulo simultaneamente que nem seu clone em direção oposta, pulei para o lado e consegui ferir a pata direita traseira dele, ele tentou cravar os dentes em mim, mas acabei cortando o rosto dele e enquanto ele gritava, pulei para atrás dele e consegui corta a naja do cabo dele, só nesse momento que conseguir olhar como estava se saindo Jason, nada bem, ele estava sentado com a espada distante e Medo indo em sua direção, não ia alcança-lo a tempo, larguei a espada peguei o arco e uma flecha e atirei, acertando o pescoço de Medo, Jason rola para a esquerda, pega a espada e joga em minha direção, me abaixando a tempo da espada não acertar meu rosto, ouço um som agonizante atrás de mim, a espada estava cravada no meio dos olhos de Medo que caiu para o lado. As criaturas viram um pó preto e brilhante, espalhado pelo vento.
Jason cede à mão para que eu possa levantar, na volta para acampamento estávamos exaustos, não dizemos uma palavra, mas estamos com a sensação boa de vitória. Chegando ao acampamento, Jason foi logo para sua barraca e rapidamente adormeci, eu me deitei na grama e fiquei olhando as estrelas imaginando que estava perto dela, presenteia isso e logo adormeci naquela floresta gelada.
No dia seguinte, Jason estava ansioso para voltar logo para sua cidade para encontrar sua amada, me levando para o máximo em direção ao oeste do Canadá ele me conto o sonho que teve a noite anterior:
“Você enfrentará dois gigantes, cuidado com eles, não os enfrente logo na entrada e sim na saída.”
Fiquei imaginando o que ele quis dizer com isso, mas uma coisa tinha certeza, isso ainda não tinha acabado.
Capitulo 4 - Reencontro?
Ao me despedir de Jason, me deparei com uma rua sem saída, apenas uma floresta fechada com uma pequena trilha, antes de entrar puxei todo o ar que coube nos meus pulmões e comecei a andar sobre a trilha.
Depois de três horas caminhando me deparei com um mar congelado, quase escorreguei, mas consegui me manter em pé e apreciar aquela linda passagem. Era um corretor gigantes, cada lado era uma montanha intocável por mãos humanas, gelo sobre gelo e lá no fundo algo brilhante com duas pilastras negras, ansioso fui correndo ate aquele local e a cada vez que chegava perto as duas pilastras tomavam forma, sentia meu corpo mais pesado. A forma brilhante tinha aparência circular, uma muralha? Castelo? Palácio? O que deveria ter atras daqueles muros gigantescos era algo grande e valioso.
Já estava perto o bastante para identificar que aquelas duas pilastras negras não eram necessariamente pilantras, e sim dois gigantes gêmeos, uns 3 metros de altura, robustos e imponentes, completamente pretos e só consegui reparar em uma diferença nos dois, um tinha uma cicatriz no peito, na direção do coração e o outro tinha uma cicatriz na testa, parecia contornar a cabeça inteira. A muralha era o dobro do tamanho dos gigantes, mas havia algo a mais, uma luz cobrindo ao redor da muralha inteira de cima a abaixo, proteção dobrada diria.
- Ora, ora, ora. O que temos aqui? O Escolhido? O Príncipe Encantado? Ou mais um que quer tentar a sorte? O que você acha irmão? - Disse o que parecia ser mais velho.
- É, É, É!! Novo brinquedo, posso quebr…
- Tenha modos irmão, somos os seguranças dessa fortaleza lembra? Vamos dar as boas vindas a esse viajante, prazer meu nome é Culpa e esse é meu irmão Dor, somos os guardiões inseparáveis desse castelo, se há um sempre haverá o outro e virce-versa. E você é…
- Meu nome é Samuel, estou em uma busca que me levou até aqui, posso conhecer o castelo?
- Você deseja entrar? Passar por a gente é fácil, não vamos te impedir, mas os portões sim, só eles sabem se você é merecedor ou não de entrar. Vamos é só ficar na frente dos portões pequeno Samuel.
- Tudo bem.
Me coloquei diante daqueles portões que tinham o triplo do meu tamanho, fiquei parado durante uns 5 segundos, quando iria pensar que havia algo de errado os portões começaram a ranger, barulho de varias engrenagem se movendo ao mesmo tempo.
- Impossível! - Disse Culpa.
Os portões nem tinham abertos pela metade e já tive que pular para dentro antes que Dor me pegasse para brincar a pedido de Culpa, assim que entrei Culpa e Dor tentaram segurar a porta mas de suas mãos começaram a sair fumaça e um cheiro de algo pobre queimando no ar apareceu, não demorou muito para os dois largassem e provavelmente insultando em outra língua me viam do outro lado da muralha, descobri da pior maneira que eles não eram bem-vindos. Suspirei e me virei, tive que recuperar o fôlego em ver um enorme castelo que havia bem na minha frente, ouvia sons de marteladas na muralha em minhas costas, com a força daqueles dois, fiquei surpreso com o som de ser apenas marteladas ao invés de carros de demolição batendo.
Fui ate a porta do castelo e com mais 5 segundos de espera a porta se abriu automaticamente e por 1 minuto fiquei parado apreciando o tamanho e a beleza do saguão, tudo era cristalino e no por-do-sol as paredes refletiam milhões de cores, nem tinha reparado mas já estava anoitecendo e precisava fazer algo, vasculhar aquele gigantesco lugar para encontrar alguém? Achar uma cozinha? Achar um quarto?
Não precisei andar muito para achar um corredor com varias portas e em uma delas encontrei uma cozinha simples, porém muito charmosa e com tudo arrumado, me senti mal por ter que abrir a geladeira e os armários, mas meu estômago falava mais alto a cada ronco de fome que dava, fiz um tradicional sanduíche de queijo e presunto no pão de forma, com um copo de suco de laranja que parecia ter acabado de ser espremida. Com a barriga cheia, fui verificando os outros cômodos, alguns eram escritórios, alguns quartos, outros salas vazias, tinha muitas salas vazias, ate que abri uma porta e nela havia uma biblioteca, fiquei tão fascinado que deixei a mochila com a alvejada, arco e a espada em um canto e peguei um livro que já estava em cima de uma mesa, sentei numa cadeira de balanço e comecei a ler. Descria perfeitamente a história de uma garota, uma garota que conhecia de algum lugar, continuei lendo com uma vontade de terminar para saber o final, só que o cansaço prevaleceu e sem eu notar cai em um sono profundo naquela sala quente, com uma cadeira confortável e um livro sobre minhas pernas, em um silencio que a muito tempo não presenciava. Não discerni se era um sonho ou meus pensamentos, lembrando de tudo que tinha passado, desde quando acordei no deserto ate o castelo e me questionava: “Será que aquele seria meu ultimo desafio? Teria algo ou alguém para enfrentar para voltar logo para casa? Será que ficarei preso nessa jornada pra sempre? Porque quando eu não troquei minha passagem da França para o Brasil?”, antes que mais perguntas sem respostas aparecessem, uma luz branca invadiu minha mente, com um cheiro de café acordei com uma voz dizendo:
- O que você achou ate agora? Esse livro ainda não tem fim..
Acordei assustado e disse:
- Desculpa senhor, não queria invadir seu castelo e muito menos ler o livro que você ainda não terminou.
Ao abrir os olhos completamente, fiquei ainda mais espantado, literalmente era um brilho forte com uma xícara de café parecer flutuar ao mesmo tempo ser segurada e oferecida em minha direção, enquanto gaguejava e pegava a xícara na mão perguntei:
- Porque não consigo vê-lo? O senhor é escritor?
- Você me vê da forma que quiser, Meu Pai é, Ele escreve varias historias ao mesmo tempo.
- Assim está bom, gosto da luz. Como se chama?
- Tenho muitos nomes, em muitas línguas, mas pode me chamar de Filho.
- Prazer, eu me chamo Samuel.
- Eu sei, estive te guiando todo esse tempo, você é um garoto muito corajoso Samuel, o Senhor é contigo.
- Como assim? Porque me trouxe até aqui? Porque fez isso comigo? Eu quase morri.
- Se acalme Samuel, lembrasse que tudo coopera para aqueles que O amam, irei te explicar tudo. Te trouxe até aqui para resgatar uma amiga, ela tem tanto medo de sair daqui e não gostaria que ela não saísse sem companhia, esse lugar é dela, ela mesmo criou para fugir de tudo, não gosto dela aqui sozinha, alguns amigos vem visita-la mas não é a mesma coisa que ter uma pessoa do lado sempre, com o tempo tem ficado frio aqui dentro e tem perdido sua cor. Todos os apuros que você passou não foram em vão, eram testes para saber se você está mesmo preparado para estar junto dessa minha amiga, ela tinha escolhido alguns antes para fazer os testes mas nenhum deles chegaram a passar nem da segunda fase, eu sempre tive você em mente para isso e pode ter certeza que você está mais do que pronto, sempre lhe envie ajuda e espero que você tenha aprendido todas as lições direito, eu a preparei para você também, é uma surpresa pra ela mais espero que ela faça a escolha certa.
- A escolha certa? Mas se eu já fiz tudo isso por ela e tem uma chance de ter sido pra nada?
- Infelizmente sim, não digamos para nada, você tem que guardar tudo que aprendeu para usar no futuro, não podemos mexer no livre arbítrio, de qualquer maneira ela terá que escolher, mas você também tem a escolha de subir as escadas no final do corredor e encontrar ela na primeira porta a esquerda ou pegar suas coisas e voltar pra casa agora que sabe o proposito de tudo.
Por um momento um silencio esteve naquela sala e tudo que se podia ouvir era o som do vento passando pelo corredor, com um suspiro de alivio e puxando todo ar pra dentro dos pulmões disse:
- Não vim aqui por nada, irei levar ela comigo e nunca a deixarei.
- Boa sorte Samuel, estarei aqui embaixo esperando.
Cheguei ao final do corredor e comecei a subir as escadas, primeira vez que iria enfrentar um desafio sem minhas armas, parecia que com elas eram mais fácil, mais fácil também era correr no deserto do que subir aquela escada sem fim. Na primeira porta esquerda bati e uma voz tão doce quanto pudim lá de dentro disse:
- Pode entrar.
Minhas pernas tremeram, minhas mãos suaram frio, meu corpo por inteiro paralisou, rapidamente engoli a seco, tirei a poeira da minha roupa e abri a porta. Nunca acredite que a beleza tivesse forma, mas estava ela ali esculpida em pessoa, para ser minuciosamente detalhista ela tinha cabelos escuros feito a noite e brilhava como as estrelas, eram longos e lisos, quando ela se virou, vi olhos castanhos, um olhar penetrante, porém gentil com toque de mistério, seu sorriso era a marca que ela tinha, era o apogeu da perfeição, de vê-la sorrir meu coração se aqueceu, acelerou e saltou de alegria, nunca tinha visto beleza tão maravilhosa como ela era, seu tamanho era perfeito para deitar a cabeça dela no meu peito e abraça-la para proteger de tudo, eu não sabia o nome dela e já sentia vontade de abraçar-la? Era melhor esquecer isso por enquanto porque estava ficando meio estranho a situação por se passar mais de 5 minutos e ninguém se quer ter tido uma palavra, puxe o ar e disse:
- Oi, meu nome é Samel, quer dizer, Samuel.
- Prazer Samuel, me chamo Iris, posso ajudar?
- Não, não, eu vim ver como você estava, o que estava vendo na janela?
- Aqueles monstros estão lá já faz um tempo, você foi muito corajoso de ter entrado aqui.
- Já passei por tanta coisa, esses dois não seriam muito diferentes dos outros.
- É mesmo? Faz um tempo que não saio desse castelo, me conte como chegou aqui.
Capitulo 5 - Escolha
Logo menos estar aqui para vocês se surpreenderem \o/